NICOLAS POUSSIN
I 
 
 
VIDA
 
Nasceu em Villers, perto de Andelys, Normândia, em 1594, e morreu em Roma a 19 de novembro de 1665. Em 1612 foi para Paris, onde trabalhou com vários artistas maneiristas e estudou as coleções reais de pintura, gravura e escultura. Trabalhou na decoração do Luxembourg com Philipp e Champaigne. Após duas tentativas malogradas chegou finalmente a Roma (1624), onde aperfeiçoou sua técnica com o estudo da perspectiva e da anatomia. Sob a proteção do cardeal Barberini executou grande número de obras. A convite de Luís XIII retornou a Paris (1640-1642), onde pintou cenas da vida de Hércules para o Louvre. Devido a intrigas de corte voltou à Itália, fixando-se definitivamente em Roma. 
 
 
 
OBRA
 
Poussin cria obras de grande rigor formal, procurando enredos na Bíblia e na Mitologia. Sua pintura é clássica, cartesiana, apresentando ocasionalmente um vigor barroco, como no "Martírio de Santo Erasmo" (1629; Pinacoteca do Vaticano). Influenciado por Ticiano assimila características românticas e poéticas que se refletem nos "Pastores da Arcádia" (Louvre) e na alegoria "Inspiração do Poeta" (1636-1638; Louvre). Tomando Rafael como modelo desenvolve estilo em que predominam o equilíbrio, a simetria, a razão. Usa os mitos da Antiguidade para exprimir verdades morais, exaltando heróis que rejeitam o vício em favor da virtude (Diógenes, Cipião etc.).
 
Na primeira série dos "Sete Sacramentos" Poussin estuda reações humanas em determinadas situações, criando obra pitoresca que alcançou grande popularidade. Os anos seguintes são extremamente produtivos: "Império de Flora" (1634; Gemäldegalerie, Dresden), "Parnaso" (1635; Prado), "Bacanais" (Gemäldegalerie, Dresden, Prado, Louvre), de tom voluptuoso e cores vivas; "A Educação de Baco" (Louvre).
 
Poussin cultiva um estilo austero, calculado, dividindo suas telas com rigor geométrico. As figuras humanas são quase sempre secundárias, servindo de pretexto para a criação de paisagens elaboradas. Nessas paisagens os elementos naturais são ordenados com a precisão de uma arquitetura. Libertando-se aos poucos das influências maneiristas que marcam suas primeiras obras, Poussin simplifica suas formas e seu traço torna-se mais conciso. Uma tendência ao baixo-relevo se faz sentir em "Eliezer e Rebeca" (1648; Louvre). Na paisagem Poussin exprime seu mundo ideal, recompondo elementos da campagna romana com detalhes arquitetônicos (ruínas) e figuras humanas.
 
O elemento humano é reduzido para criar um universo amplo e harmonioso na série dos "Funerais de Fócio (1648; Louvre), "Polifemo" (1649; Ermitage, São Petersburgo), "Diógenes" (1648; Louvre), "Orfeu e Eurídice" (c. 1659; Louvre). Suas formas são escultóricas, mas dotadas de vitalidade própria. De suas paisagens cumpre citar "Paisagem com serpente" (Museu Magnin, Dijon) e "As Quatro Estações" (Louvre). Seus desenhos, de traço amplo, são dotados de grande interesse, sobretudo os da cidade de Roma (Cabinet des Dessins, Louvre, Museu de Lille, British Museum, Castelo de Windsor). Os temas que aborda assim como seu estilo preciso e cuidado, fazem de Poussin o representante máximo do Classicismo francês. Os museus Condé, em Chantilly, Ermitage e a Gemäldegalerie, em Dresden, possuem grande número de suas obras, entre as quais cumpre ainda citar "Diana e suas ninfas", "O Triunfo de Galatéia" (Ermitage), "A Espada de Teseu" (Condé) e "A Conquista de Jerusalém" (Kunsthistorisches Museum, Viena).
 
 
 
 
Fonte: Enciclopédia Mirador Internacional.
 
 
 
 

The Triumph of Neptune - 1633

The Triumph of Flora - 1631

The Rape of the Sabine Women - 1635

The Finding of Moses - 1651

The Destruction of the Temple at Jerusalem - 1637

Apollo and the Muses - 1630

 

 

 

 
Fundo Musical:
The Happy Farmer
Robert Schumann,  *1810  +1856
 
Produção e Formatação:
Mario Capelluto e Ida Aranha